Todas as horas são extremas!

O tempo é indivisível. Diz,
Qual o sentido do calendário?
Tombam as folhas e fica a árvore,
Contra o vento incerto e vário.
A vida é indivisível. Mesmo
A que se julga mais dispersa
E pertence a um eterno diálogo
A mais inconsequente conversa
Todos os poemas são de um mesmo poema,
Todos os porres são o mesmo porre,
Não é de uma vez que se morre,
Todas as horas são extremas!
Mário Quintana

Published in: on January 13, 2010 at 3:18 am  Leave a Comment  
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